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Brasília, Brazil
Somos Cícero, Eliane, Mayara, Michelle, Pamela e Patricia, alunos do 1º e 2º semestre do curso de Letras, da Universidade Paulista (Unip) de Brasília e esse blog é fruto de um trabalho que estamos fazendo sobre Linguística descritiva. O estudo da linguística como estudo científico da linguagem começou pela publicação, em 1916, do Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, a partir daí todo o estudo linguístico vai ser definido como "antes" ou "após" Saussure. A partir de Saussure é que surgiu a gramática descritiva ou Linguística Descritiva, que é o estudo da língua conforme ela se apresenta. Após estas pesquisas, a matéria linguística pôde ser analisada sob dois pontos de vista diferentes, o diacrônico e o sincrônico, considerando-se que a verdadeira linguística deveria ser sincrônica. Foi com base na gramática descritiva que os estruturalistas encontraram suporte para o estudo dos fenômenos linguísticos independente dos filósofos, partindo da análise de um corpus linguístico e, indutivamente, fazendo generalização.

domingo, 29 de setembro de 2013

Princípios da linguística descritiva: Funções Semânticas

Na fraseO cão mordeu Maria
É possível observar que o cão pratica a ação e Maria sofre a ação. Esse tipo de ralação é chamado de função semântica ou papel temático, ou seja, a relação de significado de uma palavra que exprime ação, estado, ou evento (geralmente os verbos) com os participantes da ação, estado, ou evento.
            O agente da oração é muito confundido com o sujeito da oração, mas vejamos a frase:


Maria foi mordida pelo cão

Nesse caso o agente continua sendo o cão, pois foi o cão quem mordeu Maria, mas o sujeito aqui é Maria, ou seja, ocupa a posição anterior ao verbo que é uma regra da língua portuguesa SVO.
            Há uma discussão em que se o  agente precisa ter vontade, poder e decisão próprios como em:

                                               O calor da sopa derreteu o pratinho

Embora “calor da sopa” não tenha vontade própria, o estado do pratinho passou de inteiro para derretido por causa do calor.

Localizando; que é o elemento em que é definida sua localização, por exemplo:

Os pratos estão no armário

            O local especifica o lugar onde acontece a ação ou evento, por exemplo:


Maria mora em Itabira


            Há especulações sobre se o papel temático de local serve para designar expressão de tempo como:

Maria nasceu em 1994

Fonte e Meta designa o ponto de partida com relação ao destino, ou seja, fonte é a origem e meta é o destino como, por exemplo em:


Meu irmão foi de bicicleta de BH à Ferros

Ocorre Fonte e Meta também em frases como:

O pai deu o presente aos seus filhos

Experenciador e causador de experiência: é definido por elementos que se junta a verbo sensorial como:

João ama Maria

João tem o papel de experenciador e Maria de experenciada.

Nesse caso João, muitas vezes, é confundido com o agente e Maria com o paciente, mas nem João pratica ação e nem Maria sofre ação; tudo acontece naturalmente.


          O instrumento relaciona a ação com o objeto com que foi praticada a ação como na frase abaixo:

O bandido atingiu o rapaz com uma faca de açougue

O Tema indica o elemento que sofre a movimentação, observe:

 O problema foi resolvido pelo pai

Os papéis temáticos múltiplos: Diz respeito a cada constituinte de uma oração que representa um sintagma diferente.



O homem apagou o fogo instantaneamente com uma mangueira d’água

Na frase, acima, “o homem” é agente, “o fogo” é paciente, “instantaneamente” é modo e “com uma mangueira d’água” é instrumento. 
                                                    
"Em Matemática eu sou ruim. Em Português eu nunca tive POBREMA . . ."

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. O papel da linguística descritiva é de descrever os diferentes variantes, instrumentalizando os alunos para aquisição dos variantes que ainda não domina.

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