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Somos Cícero, Eliane, Mayara, Michelle, Pamela e Patricia, alunos do 1º e 2º semestre do curso de Letras, da Universidade Paulista (Unip) de Brasília e esse blog é fruto de um trabalho que estamos fazendo sobre Linguística descritiva. O estudo da linguística como estudo científico da linguagem começou pela publicação, em 1916, do Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, a partir daí todo o estudo linguístico vai ser definido como "antes" ou "após" Saussure. A partir de Saussure é que surgiu a gramática descritiva ou Linguística Descritiva, que é o estudo da língua conforme ela se apresenta. Após estas pesquisas, a matéria linguística pôde ser analisada sob dois pontos de vista diferentes, o diacrônico e o sincrônico, considerando-se que a verdadeira linguística deveria ser sincrônica. Foi com base na gramática descritiva que os estruturalistas encontraram suporte para o estudo dos fenômenos linguísticos independente dos filósofos, partindo da análise de um corpus linguístico e, indutivamente, fazendo generalização.

domingo, 20 de outubro de 2013

Linguística: o ponto de vista descritivo/ explicativo.

           A abordagem descritiva assumida pela Lingüística atende que as variedades não padrão de português por exemplo, caracterizam-se por um conjunto de regras gramaticais que simplesmente diferem daquelas do português padrão. O termo "gramatical" é usado aqui com valor descritivo: a gramaticalidade de uma língua ou um dialeto é a descrição das regularidades que sustentam a sua estrutura. A Lingüística, portanto, como qualquer ciência, descreve seu objeto como ele é, não especula nem faz afirmações sobre como a língua deveria ser.
            Com o objetivo de descrever a língua, a Lingüística desenvolveu uma metodologia que visa analisar as frases afetivamente realizadas reunidas num corpus representativo (conjunto de dados organizados com uma finalidade de investigação). O corpus não é constituído apenas pelas frases "corretas" (como a gramática normativa), também inclui as expressões "erradas", desde que apareçam na fala dos locutores nativos da língua sob análise. A descrição dos fatos assim organizados não tem nenhuma intenção normativa ou histórica, pretende tão somente depreender a estrutura das frases, dos morfemas, dos fonemas e as regras que permitem a combinação destes.
             Dessa postura teórico-metodológica diante da língua decorre o caráter científico da Lingüística, que se fundamenta em dois princípios: o empirismo e a objetividade. A Lingüística é empírica porque  trabalha com dados verificáveis por meio de observação; é objetiva porque examina a língua de forma independente, livre de preconceitos sociais ou culturais associados a uma visão leiga da linguagem.
            As análises lingüísticas efetuadas, até os anos 1950, pelos seguidores de Saussure, na Europa, e dos norte-americanos Bloomfield e Harris conformavam-se à teoria descritivista que julgava a descrição dos fatos suficiente para explicá-los. Chomsky, a partir do final dos anos 1950, propõe que a análise lingüística prenda-se menos aos dados e preocupa-se mais com a teoria.

Bibliografia:
 Introdução a Lingüística: I Objetos teóricos
Autor: José Luis Fiorin
                                                              Postado por: Patricia e Silva Pereira

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Estruturalismo Linguístico

                               O termo estruturalismo serve para designar uma corrente de pensamento do ínicio do século xx fundamentada na afirmação de Saussure. Para fundamentar  suas  afirmações Saussure  estabeleceu uma série de definições e destinções sobre a natureza  na linguagem, que podem se resumir nos seguintes pontos:
  • A diferença entre Língua, é a parte social da linguagem externa ao indivíduo que não pode nem cria-las e nem modificá- las e a fala, é o momento individual no sentido da realidade psicofisiológico no ato linguistico particular.
  • Signo Linguístico, Saussure afirma que '' a língua é conhecida como um sistema de signos'' que faz a ligação entre o significante e o significado
  • A destinção entre o estudo sincrônico da língua, ou seja, a descrição do estado estrutural da língua em um determinado momento, e o estudo diacrõnico, descrição da evolução histórica da língua que leva em conta os diferentes estágios sincrônicos. Saussure considerou prioritário os estudos sincrônicos que permite revelar a estrutura essencial da linguagem.

                                                                                                     Aluno: Cícero.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Linguística da comunicação e Linguística descritiva: os eixos sincrônico e diacrônico nos atuais modelos de Morfologia


RESENHA DE “PRINCÍPIOS DE LINGÜÍSTICA DESCRITIVA:
INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO GRAMATICAL”, DE MÁRIO A.
PERINI


  Perini apresenta caracteriza o estudo gramatical como aquele que descreve a organização interna dos
enunciados tanto com relação à forma quanto com relação ao conteúdo e que envolve
aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua. De todos esses
aspectos, apenas os sintáticos (ordem, posição e estrutura de constituintes) e semânticos
(questões de significação como papéis temáticos e restrições de seleção) fazem parte da
descrição que se apresenta – de maneira individual ou em interação simbólica sintaxe
caracteriza o estudo gramatical como aquele que descreve a organização interna dos
enunciados tanto com relação à forma quanto com relação ao conteúdo e que envolve
aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua. De todos esses
aspectos, apenas os sintáticos (ordem, posição e estrutura de constituintes) e semânticos
(questões de significação como papéis temáticos e restrições de seleção) fazem parte da
descrição que se apresenta – de maneira individual ou em interação simbólica sintaxe
 ⇔ semântica. Brevemente, o autor ainda explicita a distância existente entre a descrição
linguística (estudo de como realmente se fala e se escreve) e a prescrição tradicional
(apresentação de como se deve falar ou escrever); diz que estudos prescritas
costumam, erroneamente, rotular o termo gramática. Na perspectiva em que é abordada
pelo autor, gramática diz respeito à descrição dos fatos da língua que leva em conta,
além das atitudes lingüísticas dos falantes, seus conhecimentos internalizados. sendo motiva ou 
arbitariamente iniciando pela formulação de perguntas que orientam o percurso que vai tomar
 para responde-la.
  Segundo Perini, pode-se assumir a relevância do contexto para a significação
dos itens lexicais, entretanto, constitui erro pensar que, fora de contexto, palavras não
significam nada, isso seria como desconsiderar a área semântica, a delimitação   interpretativa
que as palavras nos fornecem já de antemão e as contribuições estruturais como a ordem dos termos
 e a organização dos constituintes.

        Outra contribuição de Princípios de linguística descritiva: introdução ao pensamento gramatical
é não apenas elencar lacunas  concluindo que a abordagem da gramática normativa,
pelo qual o autor faz referencia  de gramática tradicional, mas também mostrar que a linguística 
ainda carece apresentar estudos mais detalhados sobre inúmeros fatos da língua, o que,
 se bem trabalhado pelo professor em sala de aula, pode despertar o interesse dos alunos em aventurar-se 
por essas veredas ainda desconhecidas em busca de respostas e ou de outros novos questionamentos,
já que a linguística, como qualquer outra ciência, não é hermética, mas um ponto de
debate e construção de conhecimento.



PERINI, Mário A. Princípios de lingüística descritiva: introdução ao pensamento 
gramatical. São Paulo: Parábola, 2006. 208 p. 

POSTADO POR: MAYARA NUNES

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Princípios de Linguística descritiva -Perine




Relações de ordem
sujeito e objeto direto


Dadas as frases:                      Os repórteres entrevistaram Dilma Houssef (plural) 
                                                       
                                                    O repórter entrevistou Dilma Houssef (singular)

De acordo com essa relação é possível observar que Os repórteres  e Dilma Houssef são semelhantes por serem, os dois, sintagmas nominais. Por outro lado cada um deles tem sua determinada função dentro da frase; por isso aparecem em posições diferentes na sentença. Agora, se passarmos a frase para o singular, observamos que ao mudarmos o sujeito, o verbo é que acompanhará a forma do sujeito e não o objeto. Estamos acostumados a entender o sujeito como o elemento que pratica a ação ou o elemento do qual se afirma algo, porém é o sintagma que aparece em uma determinada posição da frase; não necessariamente antes do verbo. Como, por exemplo, na frase: O ladrão apanhou da polícia. Quem pratica a ação é a polícia e não o ladrão.

Complicações

A ideia de que o sintagma nominal que vem logo antes do verbo representa o sujeito pode causar dúvidas, pois quando se usa um pronome obliquo antes do verbo, esse pronome não vira sujeito, mas continua sendo sintagma nominal. Na frase: As crianças me abraçaram. O pronome me não é sujeito da frase e sim um SN. Esse comportamento peculiar do pronome oblíquo é conhecido como idiossincrático. Quando a frase vier com o sujeito depois do verbo, esta frase não poderá ter outro SN fácil de ser confundido com sujeito, então se a frase tiver dois SNs o sujeito precisa ficar em posição anterior ao verbo.  


Exemplo:                 Chegou o professor (um só SN após o verbo)
                               O professor corrigiu as provas (dois SNs, um antes e outro depois do verbo)


Oração sem sujeito

Na frase: Fiz um bolo de cenoura

            Não temos sujeito, pois não há um SN em que o verbo possa concordar e nem um SN em posição logo antes do verbo, mas podemos perceber que, de forma implícita, temos o agente eu. Ele não aparece, mas sabemos que ele existe. Para a gramática tradicional, só há oração sem sujeito se, ainda que de forma implícita, não tivermos o “sujeito” como na frase: Ventou forteEm frases como: Eu fiz um bolo de cenoura, a gramática tradicional chama o sujeito implícito eu; de sujeito oculto.

Predicativo do sujeito

O predicativo do sujeito pode ser confundido com o objeto direto, mas há predicativo do sujeito quando existe uma ligação formal e semântica de maneira direta entre o predicado e o sujeito, ou seja, quando o predicado está, de certa forma, caracterizando o sujeito ou dando uma informação a respeito do seu estado. Umas das maneiras de perceber essa relação é que o predicativo concorda, em muitas das vezes, com o sujeito (em gênero e número); o que não acontece com o objeto direto. O predicativo do sujeito pode, também, ser assinalado tanto como SN quanto sintagma adjetivo.



Exemplo:                              O garoto é um palhaço (há uma relação direta com o sujeito)
                                  A janela está meio aberta (aberta está concordando em gênero e número com                    o sujeito janela)
                                             Meu namorado é belo (relação de sintagma adjetivo)


Relações de concordância


Concordância diz respeito à maneira em que uma palavra muda para acompanhar outra palavra com a qual tem relação.


Concordância Nominal - É a concordância que acontece entre dois nomes.


Exemplo:                    Agenda branca (a cor branca – que pode ser adjetivo - concorda com agenda)
                                                    Dicionário branco (branco concorda com dicionário)


Concordância Verbal – É a concordância existente entre o sujeito e o verbo.


Exemplo: Ela comprou carro (verbo concorda em número e pessoa com o sujeito)
                              Elas compraram carro (verbo concorda em número e pessoa com o sujeito)

Bibliografia
PERINI, Mário A. Princípios de Linguística descritiva: introdução ao pensamento gramatical, São Paulo: parábola editora, 2006.
                                                                Postado por: Patricia e Silva Pereira