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Somos Cícero, Eliane, Mayara, Michelle, Pamela e Patricia, alunos do 1º e 2º semestre do curso de Letras, da Universidade Paulista (Unip) de Brasília e esse blog é fruto de um trabalho que estamos fazendo sobre Linguística descritiva. O estudo da linguística como estudo científico da linguagem começou pela publicação, em 1916, do Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, a partir daí todo o estudo linguístico vai ser definido como "antes" ou "após" Saussure. A partir de Saussure é que surgiu a gramática descritiva ou Linguística Descritiva, que é o estudo da língua conforme ela se apresenta. Após estas pesquisas, a matéria linguística pôde ser analisada sob dois pontos de vista diferentes, o diacrônico e o sincrônico, considerando-se que a verdadeira linguística deveria ser sincrônica. Foi com base na gramática descritiva que os estruturalistas encontraram suporte para o estudo dos fenômenos linguísticos independente dos filósofos, partindo da análise de um corpus linguístico e, indutivamente, fazendo generalização.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Linguística da comunicação e Linguística descritiva: os eixos sincrônico e diacrônico nos atuais modelos de Morfologia


RESENHA DE “PRINCÍPIOS DE LINGÜÍSTICA DESCRITIVA:
INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO GRAMATICAL”, DE MÁRIO A.
PERINI


  Perini apresenta caracteriza o estudo gramatical como aquele que descreve a organização interna dos
enunciados tanto com relação à forma quanto com relação ao conteúdo e que envolve
aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua. De todos esses
aspectos, apenas os sintáticos (ordem, posição e estrutura de constituintes) e semânticos
(questões de significação como papéis temáticos e restrições de seleção) fazem parte da
descrição que se apresenta – de maneira individual ou em interação simbólica sintaxe
caracteriza o estudo gramatical como aquele que descreve a organização interna dos
enunciados tanto com relação à forma quanto com relação ao conteúdo e que envolve
aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua. De todos esses
aspectos, apenas os sintáticos (ordem, posição e estrutura de constituintes) e semânticos
(questões de significação como papéis temáticos e restrições de seleção) fazem parte da
descrição que se apresenta – de maneira individual ou em interação simbólica sintaxe
 ⇔ semântica. Brevemente, o autor ainda explicita a distância existente entre a descrição
linguística (estudo de como realmente se fala e se escreve) e a prescrição tradicional
(apresentação de como se deve falar ou escrever); diz que estudos prescritas
costumam, erroneamente, rotular o termo gramática. Na perspectiva em que é abordada
pelo autor, gramática diz respeito à descrição dos fatos da língua que leva em conta,
além das atitudes lingüísticas dos falantes, seus conhecimentos internalizados. sendo motiva ou 
arbitariamente iniciando pela formulação de perguntas que orientam o percurso que vai tomar
 para responde-la.
  Segundo Perini, pode-se assumir a relevância do contexto para a significação
dos itens lexicais, entretanto, constitui erro pensar que, fora de contexto, palavras não
significam nada, isso seria como desconsiderar a área semântica, a delimitação   interpretativa
que as palavras nos fornecem já de antemão e as contribuições estruturais como a ordem dos termos
 e a organização dos constituintes.

        Outra contribuição de Princípios de linguística descritiva: introdução ao pensamento gramatical
é não apenas elencar lacunas  concluindo que a abordagem da gramática normativa,
pelo qual o autor faz referencia  de gramática tradicional, mas também mostrar que a linguística 
ainda carece apresentar estudos mais detalhados sobre inúmeros fatos da língua, o que,
 se bem trabalhado pelo professor em sala de aula, pode despertar o interesse dos alunos em aventurar-se 
por essas veredas ainda desconhecidas em busca de respostas e ou de outros novos questionamentos,
já que a linguística, como qualquer outra ciência, não é hermética, mas um ponto de
debate e construção de conhecimento.



PERINI, Mário A. Princípios de lingüística descritiva: introdução ao pensamento 
gramatical. São Paulo: Parábola, 2006. 208 p. 

POSTADO POR: MAYARA NUNES

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