Quem somos

Minha foto
Brasília, Brazil
Somos Cícero, Eliane, Mayara, Michelle, Pamela e Patricia, alunos do 1º e 2º semestre do curso de Letras, da Universidade Paulista (Unip) de Brasília e esse blog é fruto de um trabalho que estamos fazendo sobre Linguística descritiva. O estudo da linguística como estudo científico da linguagem começou pela publicação, em 1916, do Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, a partir daí todo o estudo linguístico vai ser definido como "antes" ou "após" Saussure. A partir de Saussure é que surgiu a gramática descritiva ou Linguística Descritiva, que é o estudo da língua conforme ela se apresenta. Após estas pesquisas, a matéria linguística pôde ser analisada sob dois pontos de vista diferentes, o diacrônico e o sincrônico, considerando-se que a verdadeira linguística deveria ser sincrônica. Foi com base na gramática descritiva que os estruturalistas encontraram suporte para o estudo dos fenômenos linguísticos independente dos filósofos, partindo da análise de um corpus linguístico e, indutivamente, fazendo generalização.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Princípios de Linguística descritiva -Perine




Relações de ordem
sujeito e objeto direto


Dadas as frases:                      Os repórteres entrevistaram Dilma Houssef (plural) 
                                                       
                                                    O repórter entrevistou Dilma Houssef (singular)

De acordo com essa relação é possível observar que Os repórteres  e Dilma Houssef são semelhantes por serem, os dois, sintagmas nominais. Por outro lado cada um deles tem sua determinada função dentro da frase; por isso aparecem em posições diferentes na sentença. Agora, se passarmos a frase para o singular, observamos que ao mudarmos o sujeito, o verbo é que acompanhará a forma do sujeito e não o objeto. Estamos acostumados a entender o sujeito como o elemento que pratica a ação ou o elemento do qual se afirma algo, porém é o sintagma que aparece em uma determinada posição da frase; não necessariamente antes do verbo. Como, por exemplo, na frase: O ladrão apanhou da polícia. Quem pratica a ação é a polícia e não o ladrão.

Complicações

A ideia de que o sintagma nominal que vem logo antes do verbo representa o sujeito pode causar dúvidas, pois quando se usa um pronome obliquo antes do verbo, esse pronome não vira sujeito, mas continua sendo sintagma nominal. Na frase: As crianças me abraçaram. O pronome me não é sujeito da frase e sim um SN. Esse comportamento peculiar do pronome oblíquo é conhecido como idiossincrático. Quando a frase vier com o sujeito depois do verbo, esta frase não poderá ter outro SN fácil de ser confundido com sujeito, então se a frase tiver dois SNs o sujeito precisa ficar em posição anterior ao verbo.  


Exemplo:                 Chegou o professor (um só SN após o verbo)
                               O professor corrigiu as provas (dois SNs, um antes e outro depois do verbo)


Oração sem sujeito

Na frase: Fiz um bolo de cenoura

            Não temos sujeito, pois não há um SN em que o verbo possa concordar e nem um SN em posição logo antes do verbo, mas podemos perceber que, de forma implícita, temos o agente eu. Ele não aparece, mas sabemos que ele existe. Para a gramática tradicional, só há oração sem sujeito se, ainda que de forma implícita, não tivermos o “sujeito” como na frase: Ventou forteEm frases como: Eu fiz um bolo de cenoura, a gramática tradicional chama o sujeito implícito eu; de sujeito oculto.

Predicativo do sujeito

O predicativo do sujeito pode ser confundido com o objeto direto, mas há predicativo do sujeito quando existe uma ligação formal e semântica de maneira direta entre o predicado e o sujeito, ou seja, quando o predicado está, de certa forma, caracterizando o sujeito ou dando uma informação a respeito do seu estado. Umas das maneiras de perceber essa relação é que o predicativo concorda, em muitas das vezes, com o sujeito (em gênero e número); o que não acontece com o objeto direto. O predicativo do sujeito pode, também, ser assinalado tanto como SN quanto sintagma adjetivo.



Exemplo:                              O garoto é um palhaço (há uma relação direta com o sujeito)
                                  A janela está meio aberta (aberta está concordando em gênero e número com                    o sujeito janela)
                                             Meu namorado é belo (relação de sintagma adjetivo)


Relações de concordância


Concordância diz respeito à maneira em que uma palavra muda para acompanhar outra palavra com a qual tem relação.


Concordância Nominal - É a concordância que acontece entre dois nomes.


Exemplo:                    Agenda branca (a cor branca – que pode ser adjetivo - concorda com agenda)
                                                    Dicionário branco (branco concorda com dicionário)


Concordância Verbal – É a concordância existente entre o sujeito e o verbo.


Exemplo: Ela comprou carro (verbo concorda em número e pessoa com o sujeito)
                              Elas compraram carro (verbo concorda em número e pessoa com o sujeito)

Bibliografia
PERINI, Mário A. Princípios de Linguística descritiva: introdução ao pensamento gramatical, São Paulo: parábola editora, 2006.
                                                                Postado por: Patricia e Silva Pereira

Nenhum comentário:

Postar um comentário