A gramática
descritiva ou sincrônica
(do grego syn- 'reunião', chrónos 'tempo') é o estudo do
mecanismo pelo qual uma dada língua funciona num dado momento, como meio de comunicação
entre os seus falantes, e da análise da estrutura, ou configuração formal, que
nesse momento a caracteriza. A gramática descritiva propõe-se a descrever as
regras da língua falada, as quais independem do que a gramática normativa
prescreve como "correto"; Segundo Possenti, "é a que orienta,
o trabalho dos linguística cuja preocupação é descrever e/ou explicar
as línguas tais como elas são faladas." Assim, diferentemente da gramática
normativa, na gramática descritiva, as regras derivam do uso da língua.
A partir da constatação de que a gramática
normativa não era capaz de dar conta do uso real da língua por seus falantes,
surgiram outras concepções e, consequentemente, outras acepções de gramática.
TRAVAGLIA .cita três tipos de gramática: normativa (também chamada
tradicional), descritiva e internalizada ou implícita.
A gramática descritiva está ligada a uma
determinada comunidade linguística e reúne as formas gramaticais aceitas por
estas comunidades. Como a língua sofre mudanças, frequentemente muito do que é
prescrito na gramática normativa já não é mais usado pelos falantes de uma
língua. A gramática descritiva não tem o objetivo de apontar erros, mas sim
identificar todas as formas de expressão existentes e verificar quando e por
quem são produzidas.
Enquanto a gramática normativa considera como erro
o uso de formas diferentes da norma culta da língua (tornada oficial), na
perspectiva da gramática descritiva, o erro gramatical não existe, ou,
explicando melhor: ao adotar um critério social, não linguístico, de correção,
a gramática descritiva considera errada apenas as formas ou estruturas
gramaticais não presentes regularmente nas variedades linguísticas
reconhecidas pelos falantes de uma língua.
Eliane Gomes dos Santos
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